terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Entrevista

Recentemente, fui entrevistada para a Revista Municipal do Montijo. Deixo aqui o texto dessa entrevista, da autoria da jornalista Cristina Santos:

A Fantástica Aventura de Catarina Coelho

Subitamente, o rosto ilumina-se. Os olhos brilham, o sorriso alarga-se, a timidez dá lugar ao entusiasmo. Catarina Coelho, 24 anos, não disfarça (e porque haveria de o fazer!) o prazer de falar de leitura e de escrita. Da sua escrita. Do seu primeiro livro: “A Fantástica Aventura dos Anões da Luz”.
Com a chancela da Chiado Editora, o livro foi lançado oficialmente no dia 1 de Novembro, em Lisboa. Desde o início do mês que está disponível nas prateleiras de qualquer livraria do país.
“Escrevi o livro aos 20 anos. Tive uma ideia, comecei a escrever e entusiasmei-me. Escrevia, praticamente, todos os dias. Levou um ano a ser escrito. Mostrei-o a familiares e amigos que gostaram e incentivaram-me a procurar uma editora”.
A opção pelo fantástico era quase inevitável, dadas referências como Tolkien, Juliet Marillier e muitos contos de fadas. “É de facto literatura fantástica, virada para um público juvenil. Os sentimentos e dilemas dos anões são reais e, por isso, também apela a um público adulto. Uma das coisas que mais gosto na escrita é inventar cenários e situações. O fantástico permite isso. É o género que dá mais azo à imaginação”.
Para Catarina, a escrita assume-se como um processo pouco linear. “ Apesar de ter sempre uma base real, nem que sejam as minhas próprias vivências, a ideia surge não sei bem de onde. Pode surgir de algo que li, ouvi ou vi. Depois, umas vezes é preciso inspiração, outras não e necessita sempre de muito trabalho. A escrita tem de ser praticada”.
A aventura de Catarina Coelho no mundo da escrita iniciou-se “mesmo antes de saber escrever. Já nessa altura adorava contar histórias, inventar personagens e situações. Quando aprendi a escrever, comecei a passar para o papel pequenas histórias, que foram evoluindo para contos e, por volta dos 11 anos, escrevia o que se podia chamar de novelas”.
O gosto pela literatura corre nas veias de Catarina. O pai, montijense de gema como a própria afirma, foi professor. A avó materna também e era uma grande amante da literatura. “Desde criança que estou rodeada de livros. A minha família proporcionou-me isso. Sempre fui incentivada a ler”.
Formada em línguas e literaturas modernas, variante de estudos portugueses e ingleses, professora de inglês no 1.º ciclo do ensino básico num agrupamento escolar da Moita, Catarina admite não ser “fácil incentivar as crianças à leitura, sobretudo nos dias de hoje com tanta tecnologia. Não se consegue chegar a todos. Tento passar o meu entusiasmo. Acho que isso pode tocá-los. Leio histórias de forma divertida, expressiva, atraente para mostrar-lhes que a leitura pode ser interessante e dar prazer”.
Com os pés na terra e a cabeça no céu, como a própria afirma, o sonho e a ambição de Catarina traduzem-se na partilha da sua obra a um nível mais abrangente. “Sonho que as minhas obras sejam reconhecidas. Isso significará que os meus livros foram lidos e que mais pessoas entraram no meu universo. É importante saber que o que escrevi tocou alguém”.
A próxima etapa é um novo romance. Uma mistura do típico romance do século XIX inglês, outra das paixões literárias de Catarina, com o fantástico. Um regresso às aventuras dos Anões da Luz não está excluído.
A Fantástica Aventura de Catarina Coelho, ainda, agora começou!



Discurso Directo

Como vê o processo de avaliação dos professores?
O sentido da profissão de professor é ensinar, transmitir conhecimentos para fazer dos alunos pessoas melhores, com mais cultura, sabedoria, e não preencher dezenas e dezenas de papéis, que é o que está a acontecer. É muita burocracia.

O que significa para si a vitória de Obama?
É o primeiro presidente de cor. É bastante novo, o que, também, é importante porque não é habitual. Num país pouco dado a este tipo de mudanças é interessante ver que o elegeram e até estão entusiasmados.

Qual a sua opinião sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo?
Os seres humanos devem ter os mesmos direitos. É uma escolha pessoal. Não vejo sentido para ser proibido.

Como sente no seu dia-a-dia esta crise económica?
Está tudo mais caro, mas isso não é de agora. Preocupa-me os efeitos desta crise no nosso país que não é forte economicamente, mas, talvez pelo meu lado sonhador, penso sempre que pode melhorar.

O que representa o Montijo para si? Que projecto gostaria de ver desenvolvido na sua cidade?
O Montijo é a minha casa. Sempre vivi aqui. É uma cidade calma, agradável para viver, sem muita confusão. Acho que faz falta uma boa livraria no centro da cidade. É uma opinião pessoal, mas, tal como foi a reabertura do Joaquim D’ Almeida, é importante que haja espaços de cultura a vários níveis.

Uma figura que admira?
As irmãs Brontë. Viviam num sítio muito isolado em Inglaterra, não estiveram muito abertas ao mundo e conseguiram construir obras universais, porque tinham uma grande sensibilidade. A mesma coisa para Jane Austen.


A Fantástica Aventura dos Anões da Luz
A sinopse nas palavras da autora

“É a história de uma comunidade de anões que vive na sua aldeia, longe do resto dessa terra, que não é a terra de hoje, é uma terra imaginária, no passado. Esse grupo de anões possui uma magia
muito poderosa que apenas utilizam para fazer o bem porque nem sequer têm consciência que existe o mal. Um dia são atacados por homens armados, que raptam o feiticeiro, sem o qual a magia não funciona. A partir daí um grupo de anões decide partir numa viagem para salvar o feiticeiro. É nessa viagem que vão acontecer todas as aventuras, todas as lutas interiores dos anões perante obstáculos, problemas, tentações e dilemas."

1 comentário:

Anónimo disse...

Antes de qualquer palavra em relação ao livro, ficam as minhas felicitações à autora, Catarina, com os desejos de um enorme sucesso!

Esta aventura é de facto uma excelente história que nos faz trabalhar a imaginação a todo o vapor.
É um livro que se adapta a qualquer faixa etária, carregado de emoção e mistério.
A inocência das personagens consegue sensibilizar o leitor para questões como a amizade, o carinho, a protecção, a união, o respeito, etc.
Aconselho vivamente a leitura desta obra e aguardo por novas aventuras!
Mais uma vez, muitos parabéns Catarina!

beijinhos
Carina