sexta-feira, 25 de março de 2011

Novo livro e blog do mesmo

Gostaria de falar-vos aqui, de passagem, do meu novo livro, o qual foi lançado recentemente e já tem um blog, que poderão visitar, se desejarem. Eis algumas informações sobre o mesmo:

Título: John Lennon Nunca Morreu e Outros Contos Fantásticos

Blog: http://www.johnlennonnuncamorreu.blogspot.com/
Também podem aceder à página do livro no Facebook: http://www.facebook.com/#!/pages/John-Lennon-nunca-morreu-e-outros-contos-fant%C3%A1sticos/175657889113444

Em baixo, ficam a capa e as sinopses parciais dos contos:






Sinopses parciais (texto da contracapa):

Este livro apresenta sete contos que conjugam fantasia, magia, sobrenatural e improvável. Entrando directamente na mente e nas emoções das personagens, cada história procura ser, ao mesmo tempo, visão imaginária e reflexo de sentimentos.

John Lennon nunca morreu - A história de um fã entusiástico dos Beatles, que não se conforma com a grande perda sofrida pela música com a morte de John Lennon e decide fazer alguma coisa quanto a isso.

A Troca - Stella e Charlotte vivem perto de uma floresta ancestral. Nela, existem forças que reinam soberanas. E desafiá-las pode ter consequências inesperadas…

Pequenos demónios - Após anos de ausência, a protagonista deste conto regressa à casa onde cresceu e descobre como o passado, que julgava completamente morto e enterrado, pode tornar-se assustadoramente vivo e presente.

O Sacrifício - Um monge cristão chega a um território onde a fé é a dos velhos deuses e o choque com a nova crença é inevitável. Quando o amor acontece e ameaça abalar a velha ordem, homens e deuses vêem-se envolvidos numa disputa cujo preço pode ser demasiado alto…

E nada mais importa - Mesmo quando o coração se julga nulo e insignificante, o bem que fazemos pode dar sentido a toda uma vida e um simples gesto de caridade pode fazer toda a diferença...

Espelhos - Elizabeth odeia a hipocrisia que reina entre os convidados para o baile de Whitestone, a forma como escondem entre sorrisos e cortesias os seus maiores defeitos. Mas, um dia, será ela a organizadora desse baile e decidirá preparar para os seus convidados uma surpresa que eles nunca esquecerão…

Espírito da Natureza - Em Green Oaks, celebra-se a festa das colheitas, junto do castelo do senhor daqueles domínios. Mas os festejos são perturbados por um acontecimento misterioso, que abalará a paz daquela terra e fará a comunidade perceber que há forças maiores em jogo…

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Perguntas e respostas

Depois de tanto tempo sem actualizar o blog, venho fazê-lo através deste post, onde decidi reunir algumas das perguntas que me fizeram nas apresentações do livro e noutras ocasiões. As respostas a estas perguntas talvez possam ser interessantes para quem visita este blog, pois são curiosidades sobre o livro e o processo da sua escrita.
Aqui vão elas então (agradeço desde já a quem esteve presente nas apresentações e me pôs estas questões):

Pergunta: Quanto tempo demorou a escrever o livro?
Resposta: Demorei cerca de um ano e pouco a escrevê-lo.

Pergunta: Como foi escrever o livro?
Resposta: Bem, foi um enorme prazer. Por vezes, estava tão embrenhada na escrita, tão "viciada", que escrevia muitas páginas num dia, apesar de ter também as aulas na faculdade e o estudo para as mesmas.

Pergunta: Onde foi buscar as ideias para este livro e para a sua escrita em geral?
Resposta: A todo o lado, penso eu. Acho que isto é comum a muita gente que escreve: aquilo que vemos, ouvimos, lemos, sentimos, sonhamos, assim como acontecimentos que vivemos, dão ideias para a escrita.

Pergunta: Que autores a inspiraram?
Resposta: Muitos, creio eu! Tolkien foi sem dúvida uma forte inspiração, mas não só. Sei que todos os contos de fantasia dos irmãos Grimm, de Charles Perrault e de Hans Christian Handersen, bem como As Mil e Uma noites, também formaram o meu imaginário. Para além disso e ainda que, à primeira vista, isto possa parecer estranho a muita gente, a verdade é que romances clássicos como Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, e Tom Sawyer, de Mark Twain, também tiveram a sua importância neste aspecto.

Pergunta: Está a escrever alguma coisa agora? Se sim, o quê?
Resposta: Estou a escrever outro romance, meio passado num mundo fantástico, meio passado no séc. XIX inglês, período que me fascina. Está a dar-me um grande prazer escrevê-lo. Também tenho ideias para vários contos, que vou pondo no papel a pouco e pouco.

***

Convido-os a deixarem vocês mesmos as vossas perguntas aqui nos comentários. Terei todo o gosto em responder! Para além disso, sintam-se à vontade para perguntar algo ou fazer alguma observação sobre este mesmo post!

***
Aos poucos, irei fazendo outros posts, com o resto das perguntas e das respectivas respostas.

domingo, 28 de junho de 2009

Ida ao Intensidez Bibliocafé, em Évora

Foi uma noite extremamente agradável aquela que ontem passei nesta livraria. Desde já quero agradecer o convite aos seus simpáticos proprietários, que gostei imenso de conhecer, e também deixar aqui os meus parabéns pelo espaço, que é mesmo muito giro.
Foi muitíssimo estimulante a interacção com as pessoas que estavam a assistir. Gostei imenso de responder às muitas e interessantes perguntas que me foram postas e de ouvir os comentários feitos. Obrigada a todos pela participação!

Aqui ficam algumas fotografias:








quarta-feira, 24 de junho de 2009

Apresentação na livraria Intensidez Bibliocafé, em Évora


No próximo sábado, dia 27 de Junho, estarei presente no Intensidez Bibliocafé, às 21:30, para uma apresentação e sessão de autógrafos do meu livro.

Desde já, convido todos aqueles que estejam por perto (ou queiram fazer uma pequena viagem) a estar presentes nessa noite! E faço também outro convite: ponham-me as vossas questões (sobre o livro, sobre a minha escrita em geral, etc...), sintam-se à vontade para o fazer! Terei todo o gosto em responder!

Deixo-vos os endereços do site e do blog do Intensidez Bibliocafé: www.intensidez.com e http://intensidez.blogspot.com/

sábado, 6 de junho de 2009

CANCELAMENTO DA IDA À FEIRA DO LIVRO DE ÉVORA

Na última semana, vários imprevistos na organização dos eventos na Feira do Livro de Évora impediram a marcação de apresentações. Foi essa a razão pela qual não vos informei aqui da hora em que lá estaria, como tinha anunciado no post anterior. De realçar que o Intensidez Bibliocafé, a livraria da cidade que me fez o convite, tentou por todos os meios e até à última hora manter as suas marcações, mas não foi possível, pois não dependia deles. Foi também por apenas ter sabido que não iria à Feira do Livro à última hora que não fiz aqui um post durante a semana. Peço desculpa por isso, mas, de facto, não estava nas minhas mãos.

A livraria Intensidez Bibliocafé quer marcar uma apresentação e sessão de autógrafos do meu livro no seu próprio espaço. Quando souber mais alguma coisa sobre isto, avisarei aqui.

sábado, 30 de maio de 2009

Alteração de última hora da presença na Feira do Livro de Évora

De forma totalmente imprevista, surgiu uma alteração. Contactaram-me há minutos a dizer que, por razões exteriores aos organizadores da minha apresentação, a última terá de ser adiada para o próximo sábado, dia 6 de Junho. Só hoje a organização foi avisada de uns eventos de música que haverá à noite... Portanto, eles são obrigados a adiar...

Quando confirmarem a hora, o que penso que farão brevemente, deixo aqui essa informação. Peço desculpa por isto, mas estas coisas não dependem de mim e não posso fazer nada...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Presença na Feira do Livro de Évora

No próximo sábado, dia 30 de Maio, estarei presente na Feira do Livro de Évora às 21h, para uma apresentação do meu livro e uma sessão de autógrafos.

Desde já convido todos aqueles que tenham possibilidade a aparecer por lá!

Para quem estiver interessado, deixo aqui o link para um artigo do Expresso, onde podem saber mais detalhes sobre a feira, a sua programação, etc... Aqui fica ele: http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/517368



terça-feira, 12 de maio de 2009

Comentário de uma leitora

Como de costume, publico aqui mais um comentário de uma leitora, que foi deixado no post anterior. Não quero deixar de agradecer mais este comentário, pois é importante para quem escreve ter as opiniões dos leitores.

Aqui fica ele:

"A maravilhosa história dos corajosos anões da Luz é uma lição de vida, para além de ser uma aventura aliciante e imparável de ler. Demonstra a verdadeira natureza das pessoas puras e sinceramente boas, com algumas fraquezas contra as quais lutam. São heróis, mágicos sim mas não de fantasia, são heróis bastante reais! Com problemas e dificuldades lutando contra as mesmas seguindo sempre os seus ideais e objectivos de vida. Descem até ás profundezas dos seus medos, até às profundezas de si mesmos em busca de algo melhor, e apesar de todos os receios e incertezas fazem-no, sentido desalento mas combatendo-o. É uma história linda que a mim pessoalmente me tocou imenso, fez-me pensar na maravilha de mundo que cada um de nós somos e observei neste conto a verdadeira essência das relações humanas e até onde somos capazes de ir, nem que seja infinito, por alguém que gostamos ou que é importante não só para nós mas significativo no geral.
Parece-me que também a autora procura demonstrar que o mais importante não é o que está à vista quando olhamos à volta, mas sim o que sentimos e valorizamos intrinsecamente.
Vale mesmo a pena ler este livro, não só porque é bastante interessante e com um desenrolar viciante, mas também porque nos faz pensar e nos leva a conhecer um pouco de nós mesmos como pessoas."

Ana Gomes

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ida à Bertrand do Fórum Montijo e do Fórum Almada

Uma nota apenas para dizer que amanhã, dia 23 de Abril, às 11h00, estarei na livraria Bertrand do Fórum Montijo e, às 14h00, na do Fórum Almada, para falar um pouco do meu livro e da escrita. Todos os interessados ficam desde já convidados a comparecer.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Entrevista no número 3 da revista literária Alterwords

Fui amavelmente convidada para ser entrevistada pela coordenadora da revista Alterwords, Carla Ribeiro, para o 3º número desta revista literária online. Deixo aqui o texto dessa entrevista, sugerindo que visitem o site da Alterwords (http://alterwords.webs.com/) e este número da revista em específico, que podem ler fazendo o download gratuito do mesmo, no site indicado em cima. Aqui fica então o texto da entrevista, assim como a fotografia da mesma:

Entrevista com…

Catarina Coelho, escritora


Jovem talento da literatura nacional, Catarina Coelho lançou recentemente “A Fantástica Aventura dos Anões da Luz – Em Busca de Sulti”, sobre o qual podemos saber mais no blog http://afantasticaaventuradosanoesdaluz/.blogspot.com . Fomos saber como foi recebida no mundo dos livros esta nova voz da literatura fantástica.


Carla Ribeiro: Lançaste há poucos meses o teu primeiro livro. Fala-nos um pouco da tua experiência no processo de editar um livro.
Catarina Coelho: Editar um livro em Portugal não é fácil. Escrevi este livro que foi agora editado há cerca de cinco anos. Apesar de, graças ao incentivo de pessoas à minha volta, ter começado imediatamente à procura de uma editora, o processo não foi simples, tal como acontece normalmente com os novos autores. Inclusive, durante estes cinco anos, obtive pareceres positivos por parte de editoras (no caso de uma delas, cheguei mesmo a ter o contrato de edição nas mãos e a data de publicação marcada, para além de ter decidido vários aspectos da edição com a editora), mas as coisas acabavam sempre por não avançar. Só agora, ao encontrar a Chiado Editora, fui tratada com o respeito que qualquer pessoa que submete um original seu para apreciação deve ser tratada.


C. R.: De que forma tens sido recebida pelos leitores?
C.C.: Tenho sido muito bem recebida pelos leitores, o que obviamente me deixa muito satisfeita, pois creio que todos os que escrevem gostam de perceber que outras pessoas se sentem “em casa” no universo que criam nos seus livros. Têm-me chegado vários comentários muito positivos sobre o livro, sobretudo através do blog do mesmo.


C. R.: Existe uma inevitável tendência para a classificação da literatura dentro de determinados géneros. De que forma te afectou essa classificação?
C.C.: Afectou, no sentido em que, nas livrarias, o meu livro, talvez pelo seu título, é colocado apenas na secção infanto-juvenil (e catalogado como tal), em vez de ser também colocado na secção de Literatura Fantástica. Ora o meu livro não é um livro para crianças. Poucas pessoas com menos de 12 anos conseguirão ler o livro (para além de eu estar a constatar isto com os meus alunos, uma vez que ensino Inglês a crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico e algumas compraram e tentaram ler o livro, esta opinião não é apenas minha: tanto a editora como quem leu o livro diz o mesmo). Apesar do título e do que este sugere à partida, A fantástica aventura dos Anões da Luz – Em busca de Sulti é um livro dirigido sobretudo a um público de jovens e jovens adultos (posso dizer, inclusive, que a maior parte dos comentários que recebi até agora foram de leitores com mais de 20 anos). Como se pode calcular, o facto de o livro ser geralmente catalogado da forma que é afasta pessoas que poderiam gostar de o ler, o que, claro, é negativo.


C. R.: O que sentiste quando viste, pela primeira vez, que o teu sonho se tinha tornado realidade?
C.C.: Senti muitas coisas e algumas são difíceis de descrever! Senti uma enorme felicidade, um sentimento de realização… Mas não só. Desde criança que adoro escrever e, no interior de mim própria, sempre sonhei editar um livro, em partilhar com os outros os universos que crio. Por isso, quando vi que o meu sonho se tinha realizado, senti aquilo que já disse e muito mais que não tenho a certeza de saber pôr em palavras… Esperança, creio, assim como gratidão por algumas pessoas que me incentivaram e deram força… Senti também ansiedade… E uma força renovada para continuar a acreditar naquilo que escrevo.


C. R.: No nosso país, a fantasia é ainda um género marginalizado. O que pensas sobre o assunto?
C.C.: Bem, se é certo que muita gente já lê este género literário, também é verdade que a crítica literária dominante não põe a Fantasia ao mesmo nível dos outros géneros, considerando-a um género menor, o que me parece injusto e errado, pois há bons e maus autores e bons e maus livros em qualquer género literário.


C. R.:Achas que existe qualidade nos autores nacionais do género fantástico?
C.C.: Sim, claro que sim. Já tive alguns exemplos disso. Muitas vezes as pessoas rejeitam à partida os autores portugueses, mas creio que deveriam dar a mesma oportunidade aos autores nacionais que dão aos estrangeiros, pois há qualidade e falta dela tanto no nosso país como nos outros.


C. R.: Quais são os teus próximos projectos?
C.C.: Neste momento, estou a escrever um novo romance, o qual procura combinar o género da Fantasia com o típico romance inglês do séc. XIX. É algo novo para mim, mas está a dar-me muito prazer escrevê-lo, pois há já bastante tempo que me apetecia escrever algo dentro desse género do típico romance inglês do séc. XIX, uma vez que tenho um grande fascínio por essa época e pela literatura da mesma. Aliar a isso a Fantasia, género em que gosto tanto de escrever, está a ser muito interessante. Quanto a outros projectos, não está excluído um retorno ao mundo dos Anões da Luz, no futuro. Escrevi também alguns contos (esses sim, destinados sobretudo a um público infantil, embora também de Fantasia) e tenho mais ideias para contos desse género.

C. R.: Por último, conta-nos um pouco do que a escrita representa para ti.
C.C.: A escrita é um refúgio, um “lugar” onde posso afastar-me do dia-a-dia e inventar os meus próprios mundos, nos quais posso decidir o rumo dos acontecimentos, algo que nem sempre podemos fazer no mundo real. É uma forma de libertação e um meio de canalizar a imaginação que, se for deixada entregue a si própria, pode tornar-se “selvagem” e destrutiva, enquanto assim fica orientada para um fim criativo. E, devo dizê-lo, a escrita é um prazer viciante, especialmente quando se realiza o que parece ser uma vocação natural e é um sonho de sempre, como é o meu caso.


sábado, 21 de março de 2009